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Vida

Incêndios florestais: prevenir e reagir!

Por Inês

No seguimento deste post e de tentar divulgar informação que possa verdadeiramente interessar às pessoas nesta altura dos acontecimentos, aqui fica mais esta partilha que me pareceu muito, muito pertinente:

O que fazer em caso de incêndio florestal
 
Se o incêndio estiver perto da sua casa:

- Avise os seus vizinhos.
- Corte o gás e desligue a corrente eléctrica.
- Molhe as paredes e os arbustos que rodeiam a sua casa de forma abundante.
- Se tiver animais, solte-os porque eles saberão o que fazer para se salvarem.
- Esteja pronto para abandonar a sua habitação.
- Ligue um rádio a pilhas e esteja atento a todas as indicações difundidas.
- Proceda apenas à evacuação da sua casa quando as autoridades o recomendarem ou quando a sua vida correr perigo.
- Obedeça sempre, e rapidamente, às autoridades.

Em caso de evacuação:

- Tenha em conta que as autoridades não recomendam que abandone a sua casa se a sua vida não correr perigo.
- Quando estiver a proceder à evacuação da sua casa ajude os que mais precisam como as crianças, os idosos e os deficientes.
- Não leve consigo objetos pessoais desnecessários.
- Depois de abandonar a sua casa, não volte atrás até ordem em contrário.

Se ficar cercado por um incêndio:

- Tente sair na direção contrária à do vento.
- Caso tenha de se refugiar, procure uma zona com acesso a água e com pouca vegetação.
- Enrole-se em roupas molhadas, não esquecendo de cobrir a cabeça.
- Fique agachado para respirar junto ao chão, evitando inalar fumo. Se possível, coloque um lenço molhado a cobrir o nariz e a boca.
- Se não conseguir abandonar a área onde está, aguarde o auxílio dos bombeiros.
 
 
Aqui vão algumas medidas para prevenir os riscos de incêndios florestais:
 
Em geral:
  • Não deixar lixo nas florestas (principalmente vidros, porque são bons criadores de fogo).

  • Limpar sempre as florestas de excessos de folhas ramos, etc. que espalhem o fogo.

  • Abrir caminhos que facilitem o acesso dos bombeiros ao centro da floresta.

  • Não fazer fogueiras na floresta.

  • Não atirar pontas de cigarro acesas para a floresta (e verificar se estão devidamente apagadas).

  • Vigiar as florestas, sobretudo no Verão.

 

Para quem vive próximo de floresta/mato:

Gerir a vegetação num raio de 50 metros à volta da casa é fundamental e obrigatório, para proprietários, arrendatários, usufrutuários ou entidades que detenham terrenos no raio de 50 m a partir da parede exterior do edifício. O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e a Autoridade Nacional de Proteção Civil recomendam: 

  • crie uma faixa de proteção à volta da casa. O perímetro é de 50 metros, calculados a partir da parede exterior da habitação; 
  • caso tenha um jardim, as árvores e os arbustos devem estar a 5 metros da casa. Faça regularmente a manutenção das copas, que devem estar separadas entre si, no mínimo por 4 metros para que não se projetem sobre os telhados. O desrame das árvores deve ser feito 4 metros acima do solo. Se a árvore tiver menos de 8 metros de altura, desrame apenas a metade inferior (50% da árvore). Se está a considerar cortar alguma árvore, dê preferência à que estiver enfraquecida ou doente; 
  • garanta que nos 10 metros à volta da casa não cresce vegetação mais inflamável, como silvas ou canas;
  • evite acumular lenhas, sobras de exploração florestal ou agrícola e substâncias inflamáveis(como o gasóleo) dentro da faixa de proteção. Mas se não tiver outro local para guardar esses materiais, acondicione-os em compartimentos isolados; 
  • à volta da habitação, mantenha uma faixa com 1 a 2 metros de pavimento não inflamável (como cimento ou mosaico); 
  • o acesso à casa deve estar sempre limpo e desobstruído. Se for possível, crie também uma zona que permita aos carros fazerem a inversão de marcha; 
  • os telhados, as caleiras e os passadiços de madeira acumulam erva e folhas secas. Limpe essas áreas regularmente; 
  • instale uma rede de retenção de fagulhas nas chaminés da casa. Em caso de incêndio, esteja atento às frestas das portas e das janelas por onde as fagulham possam entrar. 
  • caso tenha plantações, separe as culturas com barreiras corta-fogo (por exemplo, um caminho); 
  • se precisar trabalhar com combustíveis, evite os dias muito quentes e as horas de maior calor;
  • caso esteja a trabalhar com ferramentas moto-manuais ou corta-matos, evite que toquem em pedras e metais;
  • avise as autoridades se existir lixo acumulado próximo das habitações; 
  • prepare e treine com a sua família um plano de evacuação de casa, assim como um ponto de encontro ou um modo de contacto, para não ficarem separados durante um incêndio.

Tenha sempre à mão algo com que possa extinguir um foco de incêndio (extintor, mangueira, enxadas, pás). Convém ainda ter de reserva um rádio, uma lanterna a pilhas (e pilhas a mais), material de primeiros socorros e sapatos fortes e isolantes do calor. 

Em caso de incêndio, deve ligar para o número nacional de emergência (112), para a linha de proteção à floresta (117) ou os bombeiros da sua área.

 

Espero que possa ser útil, tentei compilar aqui o máximo de medidas preventivas e reactivas, mas se tiverem algo a acrescentar, eu agradeço :)

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2 comentário(s)

sofia21 de Junho, 2017 às 11:55:00
Responder

Para além de todas estas normas importante e que devem ser respeitadas, acrescentaria que os proprietários/arrendatários de florestas deviam fazer um esforço para diversificar as plantações. Eucaliptos e Pinheiros bravos crescem rápido e são de facto uma boa fonte de rendimento, porém são árvores altamente inflamáveis dado à sua natureza. A seleção de árvores de combustão lenta e folhas largas como o Carvalho, o Sobreiro, o Plátano, o Choupo entre outras espécies nativas da Península Ibérica devem ser replantadas com frequência. Valorizar o chamado mato ou manta morta é também urgente, tentando arranjar um plano de ação que permita o seu aproveitamento, de preferência gerando rendimento (por forma a ser mais aliciante aos proprietários). Se a floresta também existe por motivos económicos então devemos fazer um esforço para fomentar estes motivos de forma SUSTENTÁVEL e que agrade à maioria.

Simplesmente Ana21 de Junho, 2017 às 12:14:00
Responder

Bom trabalho!

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