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A Enfermeira Responde | Toda a informação sobre o sarampo

Por Ângela Baptista

Olá a todas!
Estava a redigir uma nova “conversa” convosco sobre as vacinas, mais concretamente sobre alterações existentes ao actual PNV.
Ora que, ainda a meio, surgem os casos de Sarampo que agora estão na actualidade e não pude ficar indiferente. Vamos então conversar sobre esta doença e deixar-vos aqui o essencial sobre ela, para que possam ficar informadas e esclarecidas, a par de tudo o que os enfermeiros e médicos que tratam convosco directamente vos possam passar e esclarecer, sem alarmismos!


O que é o sarampo?

É uma infeção viral, contagiosa, habitualmente benigna mas, em alguns casos, pode ser grave ou mesmo fatal. A incubação dura cerca de 10 dias (pode ir 7 - 18 dias). O período de contágio vai desde os 4 dias antes do início do exantema, até 4 dias após.

Como se transmite?

Pessoa-a-pessoa (gotículas)
Via aérea (aerossóis)
Contacto direto com secreções nasais ou faríngeas de pessoas infetadas (menos comum)

Como se manifesta?

  • Sensação de doença, grande prostração, febre, tosse rouca e persistente, congestão nasal, conjuntivite, fotofobia (incapacidade de olhar para luz). (não terão que ser todos os sintomas)
  • Sinal de Koplik na mucosa oral: manchas brancas (1-2mm) assemelhando-se a grãos de sal circundados por uma espécie de auréola avermelhada. Habitualmente 1/2 dias antes do aparecimento do exantema.

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  • Exantema máculo-papular (manchas vermelhas e com relevo na pele): habitualmente surgem entre o 3o e 7o dia, inicia-se na face, estendendo-se progressivamente (1 a 2 dias) a todo o corpo. Desaparece progressivamente em 4 a 7 dias, terminando em lesões acastanhadas e por vezes, descamativas.

Para confirmação de diagnóstico de Sarampo estão envolvidos critérios:

Clínicos+ Laboratoriais+ Epidemiológicos, a serem realizados pelas instituições de saúde. 

Qual é a forma de proteção do Sarampo? Trata -se o Sarampo?

  • Atualmente a forma de prevenção do Sarampo é através de uma vacina pertencente ao PNV com o nome de VASPR (contra a parotidite epidémica (papeira) a rubéola e sarampo). A primeira dose ocorre aos 12 meses e segunda dose aos cinco anos de idade.

Como a grande maioria das doenças virais, não tem um tratamento específico. O tratamento incide sobre o controlo dos sintomas ou complicações associados à doença.

Quais as principais complicações do Sarampo? Quem está mais susceptível?

• As complicações mais frequentes resultam de replicação viral ou de superinfeção bacteriana e são: otite média, pneumonia, laringotraqueobronquite, convulsões febris e encefalite. Uma complicação muito rara, que pode ocorrer anos depois da doença aguda, é a panencefalite esclerosante subaguda (1 caso por milhão).

Pessoas em situação de má-nutrição, imunodeficiência, deficiência de vit A e gravidez estão mais susceptíveis a desenvolver estas complicações.

Quem está protegido?

  • Nascidos ≥1970 - se tiverem tido a doença ou se estiverem vacinados com, pelo menos, 2 doses de vacina, administradas após os 12 meses de idade, com intervalo entre as doses de, pelo menos, 4 semanas.

  • Nascidos < 1970 -  se tiverem tido a doença ou se estiverem vacinados com, pelo menos, 1 dose de vacina, administrada após os 12 meses de idade.

  • Profissionais de saúde: só se consideram protegidos se tiverem 2 doses de vacina, com intervalo entre as doses de, pelo menos, 4 semanas, ou se tiverem tido a doença.

    É importante referir que ninguém se encontra 100% imune à doença, mesmo os vacinados podem desenvolver sintomas, habitualmente sem significado, mas pode acontecer.

    Os bebés até aos 12 meses devem ser já vacinados?

• De acordo com os especialistas não há indicação para tal. As crianças têm o factor de proteção materna até aos nove meses. Há portanto circulação de anticorpos transmitidos pela mãe, sendo raras as crianças com doenças infecciosas antes dos seis meses. (Como referido pelo diretor-geral de saúde). De acordo com o “Programa Nacional de Eliminação do Sarampo”, da DGS, “a vacinação entre os 6 e os 12 meses, em situação de viagens, de pós-exposição a um caso ou no âmbito de atividades adicionais de vacinação apenas será efetuada por indicação expressa da DGS, da Autoridade de Saúde ou prescrição do médico assistente”.

A minha sugestão é mantermo-nos informados e atualizados, como aqui tentei fazer! No entanto sem alarmismo!

Espero ter ajudado! Existem dúvidas adicionais? O que pensam sobre esta questão?

A Enfermeira Especialista Ângela Baptista

Podem contactar-me directamente ou deixar a vossa dúvida para ver respondida neste espaço através do email b_a_badobebe@hotmail.com ou global@eumae.pt 

Fonte bibliográfica: Documentos Orientativos da DGS (Norma 004/2017; Programa Nacional de Eliminação do Sarampo 2017;Orientação 006/2017)

 

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