Cá por casa, todos os domingos o jantar é o mesmo: ovos mexidos. Os miúdos não abdicam deste jantar, porque estes ovos mexidos são especiais, são feitos por eles e pelo pai.
Metem-se os rapazes desta casa na cozinha, o Miguel vai buscar o banco de degrau e parte o queijo aos bocadinhos, o Pedro parte os ovos e mexe, enquanto o pai pilota o fogão, tratando que ninguém se queime ou suje (demasiado) a cozinha. Às vezes com tapioca, às vezes com arroz, ainda frango ou tomates, os ovos mexidos são feitos e acompanhados com o que sobra do fim de semana e é sempre uma delicia. Sem falha.
O sucesso deste jantar de Domingo está no ritual de família que já é: o Miguel passa a semana a perguntar se já é dia de omelete, salta como uma mola na hora de a fazer, sabe que quando o pai vira costas é a melhor altura para abocanhar uma fatia de queijo, sabe que vai poder mexer os ovos com a sua colher de pau.
Também já temos como ritual de família ir aos nossos sítios preferidos, à vez, todos os fins de semana - o parque, o lago, a praia, a rua.
Todos estes rituais são a repetição garantida da mesma boa memória. É o que os faz tão especiais, tão desejados. Corre sempre bem, já sabemos. É aquele porto seguro, a certeza da diversão familiar, em que a aventura e as fortes emoções da novidade não fazem falta, pelo contrário. É bom voltar aos sítios onde sabemos que somos felizes.
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