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Filhos

Destralhar o quarto dos miúdos!

Por Sofia Simões

Ainda dentro do espírito “fim-das-férias” e “ano-novo” venho desafiar-vos a destralhar o quarto dos vossos filhos. Há dias estive uma tarde inteira dedicada a esta tarefa demoníaca, achei que mais valia desistir, mas resisti e no fim livrei-me de um volume considerável de coisas que já não fazia sentido estar a acumular.

Bem sei que esta é uma tarefa que poderá ter uma carga afetiva difícil de pôr de lado, mas sejamos francas, quando os nossos filhos já andam na escola primária já não faz sentido guardarmos 5 paninhos de peluche de dormir, ou luzes de presença, ou jogos de encaixe… Vamos ser fortes, vamos passar à fase seguinte!

O primeiro passo é arranjar um dia ou uma tarde “livre”, livre de compromissos e desimpedida de crianças porque elas atrapalham a nossa concentração e objetividade. Arranjem vários sacos de lixo grandalhões (acreditem que vão enchê-los) e sacos de papel também grandes. No meu caso, tenho quatro gavetões enormes por baixo das camas, onde guardo quase todos os brinquedos dos miúdos. Entre os brinquedos com os quais eles brincam mais frequentemente, há uma enoooorme quantidade de tralha misturada que consiste em: brinquedos partidos, jogos incompletos e bonecos datados.

Tudo o que está estragado vai para o lixo, assim, sem dó nem piedade. Nesta fase incluo também alguns trabalhos do jardim de infância que ocupam imenso espaço, tenho pena, mas tem mesmo de ser (só guardo os melhores desenhos). Só nesta fase enchi três sacos grandes de lixo, muito desse lixo era volumoso, ainda assim, fiquei impressionada com o volume que desapareceu quase sem esforço sentimental.

Os brinquedos de bebé que estão bons seguem para os primos mais novos ou para instituições, depende muito da natureza do brinquedo e não do estado de conservação. A não ser que me passe despercebido, nunca dou brinquedos estragados ou incompletos, nem a familiares, nem a estranhos, acho isso muito mau. Os brinquedos para dar vão para um saco grande de papel e são encaminhados no próprio dia ou então tenho de os esconder de modo a que os meus filhos não tornem a brincar com eles. Admito que há um ou outro brinquedo pequeno que guardo, tenho dois ou três pequeninos de quando eles eram bebés e que vou guardar de recordação, mas o resto, temos de pôr o nosso coraçãozinho de mãe ao largo e arrepiar caminho…

Os brinquedos que estão incompletos, nomeadamente jogos de encaixe, puzzles, carros de puxar, entre outros do género, vão para outro saco onde ficam de quarentena à espera que apareçam as peças para depois serem encaminhados para primos ou outras crianças (conhecidas ou desconhecidas). Mais tarde ou mais cedo, vão sair deste lar.

Após uma tarde inteira nestas voltas confesso que fiquei esgotada, mas o quarto ficou muito mais “leve”. Claro que há sempre um ou outro momento de hesitação, uma nostalgia aqui, outra ali, mas embora eu seja apegada às coisas materiais com carga afectiva, o facto é que temos de tentar relativizar estas coisas ao máximo. No fim são APENAS brinquedos, guardem uma ou outra coisa, o resto passem adiante que só têm a ganhar! Os vossos filhos, por estarem fora, garanto-vos que não vão aperceber-se de nada e se isso acontecer digam que não sabem de nada, peçam-lhes para os procurar ;)

 

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