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Mãe

Espaço da Mãe | Janeiro, esse mês comprido

Por Tatiana Homem

E de repente já estamos quase a meio de janeiro... este mês comprido, frio, chuvoso... com dias ainda curtos e nos quais o cansaço das festividades de dezembro se vai acumulando.
Regressamos ao nosso quotidiano, às nossas rotinas, os dias parecem voltar a ser comuns e banais. Há velhas e novas tarefas. Há más notícias. E boas. Voltam os TPC, as atividades pós-escola, as ementas semanais. Os fins-de-semana com mil e uma atividades. Volta o tempo normal.
E se para alguns este regresso à normalidade é acompanhado de um sentimento de conforto, vontade de recolhimento e foco no interior, para outros traz alguns sentimentos de tristeza, desassossego, nostalgia. E aquele que deveria ser um mês de (re)começo, pode transformar-se num mês duro, triste e desmobilizador.
Para que estes sentimentos não tomem conta de nós e possamos realmente (re)começar com o pé direito, ficam algumas ideias:
- Inspirar e expirar profundamente sempre que experienciamos emoções mais negativas (tristeza; ansiedade; agitação interior). Estudos recentes comprovam o efeito positivo de nos sentarmos, respirarmos, mantermos uma atenção consciente.
- Observar e “domesticar” o nosso estado de espírito “quero mais e mais” e agradecer (muito)
A nossa mente quer sempre mais alguma coisa. Pode ser uma nova experiência, um sentimento ou sensação agradável, o desejo de algum bem material novo que pensamos que nos irá trazer prazer. No entanto, este prazer dura pouco tempo e a nossa mente rapidamente encontra novos “objetos de desejo”. E ao ficamos bloqueados num estado de espírito de querer sempre mais, torna-se difícil apreciarmos o que de bom e positivo há à nossa volta.
Apreciarmos de forma consciente e verdadeira aqueles pequenos prazeres diários (o café quente pela manhã; a gargalhada dos nossos filhos; a nossa casa quente e confortável), repetindo para nós mesmos "tenho tudo o que preciso neste momento", ajuda-nos a domesticar este lado mais ganancioso e a agradecermos as pequenas/grandes coisas do nosso dia-a-dia.

“If you look at what you have in life, you’ll always have more. If you look at what you don’t have in life, you’ll never have enough.” —Oprah Winfrey

Tatiana

  

Tatiana C. Homem
Psicóloga Clínica de Crianças e Adolescentes
Psikontacto
Associação Pais Como Nós

Encontre todos os artigos da Dra. Tatiana Homem aqui

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