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Filhos

Actividades Extra-curriculares: Pegar ou Largar???

Por Tatiana Homem

Outubro a começar, novas rotinas escolares já instaladas, muita vontade de experimentarem as (novas) atividades que as escolas oferecem ou que os amigos frequentam. Para os pais, a eterna dificuldade de escolha e conciliação... e as dúvidas sobre os benefícios de ter ou não ter atividades extra-curriculares, quais e quantas.


De facto, é fácil cairmos na tentação de os inscrevermos em demasiadas atividades, por isso importa questionarmo-nos sobre qual o verdadeiro objetivo (nosso e deles). Queremos que eles aprendam novas línguas? Potencializem um determinado talento artístico? Conheçam pessoas diferentes? Aprendam a estar em equipa e a cumprir regras? Ganhem concentração e disciplina? Queremos nós, pais, ter também algum tempo livre para as nossas próprias atividades? Ou queremos que eles se divirtam, longe do ambiente escolar? E eles, o que gostam de fazer e onde se divertem?


Tendo consciência dos nossos objetivos (de pais e filhos), é importante que antes de se inscreverem possam experimentar um conjunto previamente selecionado de atividades diferentes, para que possam avaliar se correspondem ou não às suas expetativas e gosto, antes de assumirem um verdadeiro compromisso.


Mas é também importante que estas atividades não dificultem a dinâmica familiar e tragam (mais) stresse ao nosso dia-a-dia. Por isso, horários, localização, possibilidade de troca de boleias, ocupação ou não de fins-de-semana, custos, são fatores que cada família deverá ponderar antes de se comprometer.


Cada família integra as atividades extra-curriculares dos filhos da forma que lhe faz mais sentido e vai ao encontro dos seus valores, mas importa lembrarmo-nos que as crianças e os adolescentes devem ter tempo livre na sua agenda, tempo para não fazer nada (mesmo que isso implique aborrecerem-se), para estarem simplesmente consigo próprios e/ou em família.
E se ao fim de algum tempo eles quiserem desistir ou parecerem desmotivados, importa perceber porquê e se aconteceu alguma coisa que possa ter provocado este comportamento. Cansaço, dificuldades em persistirmos em algumas tarefas que nos vão exigindo mais esforço, vontade de experimentar outras coisas que os amigos fazem... todos são motivos comuns em crianças e adolescentes. Não os deixar desistir face à primeira adversidade faz também parte do nosso papel como educadores, mas se esta resistência se mantiver ao longo de boa parte do ano, importa refletirmos também sobre o objetivo de os mantermos contrariados numa atividade que acontece após um dia de trabalho (escola) e que poderá trazer-lhes um stress adicional ao dia-a-dia.

Tatiana C. Homem
Psicóloga Clínica de Crianças e Adolescentes
Psikontacto
Associação Pais Como Nós

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